MATO GROSSO DO SUL

Com portas fechadas, trabalhadores fazem carreata para pedir redução do ICMS cobrado por Reinaldo

Também protestam donos de academias, que querem ser inclusos como serviço essencial

Foto: Reprodução Foto: Reprodução

Grupo pede por redução no ICMS. (Foto: Marcos Ermínio)

Com estabelecimentos fechados, empresários protestam em Campo Grande. (Foto: Marcos Ermínio)

Com estabelecimentos fechados, empresários protestam em Campo Grande. (Foto: Marcos Ermínio)

Empresários e motoristas de aplicativo se reuniram no estacionamento do Yotedy. (Foto: Marcos Ermínio)

Empresários e motoristas de aplicativo se reuniram no estacionamento do Yotedy. (Foto: Marcos Ermínio)

Grupo pede por redução no ICMS. (Foto: Marcos Ermínio)

CDL esteve presente na manifestação. (Foto: Marcos Ermínio)

Depois que o Governo do Estado alterou decreto e ampliou toque de recolher, setores decidiram fazer uma carreata na manhã desta quinta-feira (25) em Campo Grande. Com as restrições durante a pandemia, comerciantes e motoristas de aplicativo pedem a redução do ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Prestação de Serviços). Donos de academias também participam da manifestação e pedem que estabelecimentos sejam considerados essenciais. 

O grupo se reuniu nesta manhã no estacionamento do Yotedy e deve seguir em carreata rumo à Governadoria e, em seguida, à Prefeitura de Campo Grande. Participam do movimento a AAMS (Associação de Academias de Mato Grosso do Sul), a CDL (Câmara de Dirigentes Lojistas) e motoristas de aplicativo. 

O presidente da CDL, Adelaido Vila, explica que os comerciantes buscam estabelecer um diálogo com o governador Reinaldo Azambuja (PSDB). Ele afirma que o setor quer apresentar as necessidades para sobreviver durante a pandemia, principalmente agora que os estabelecimentos estão fechados. 

“Nosso varejo está sangrando na UTI e sem respirador”, disse. Vila ainda ressalta o pedido para redução do ICMS. Ele explica que, quando o produto passa pela fiscalização, o comerciante paga o imposto. Com as portas fechadas, lojistas estariam pagando por impostos mesmo sem vender os produtos. 

Adelaido ainda afirma que o Governo do Estado não cedeu nada em favor dos comerciantes. Ele diz que a transmissão do coronavírus acontece principalmente nas aglomerações e não no comércio. 

Os motoristas de aplicativo também pedem pela redução do ICMS, diante do aumento do preço da gasolina. Eles afirmam que desde a última carreata não houve qualquer sinalização de diálogo com o Governo. Os motoristas ainda reclamam dos aplicativos, que não reajustam as tarifas há anos, mesmo com o aumento do preço dos combustíveis. 

Representante da associação de academias, Marcos Freire explica que a reivindicação do setor é pela inclusão como serviço essencial. Ele afirma que as academias devem ser consideradas como serviço essencial, assim como a profissão de educação física. 

“A gente, como profissionais, somos essenciais assim como fisioterapeutas e outros que atuam na saúde. Por que nas academias a atividade não é considerada essencial?”, questiona.

Nas redes sociais, o infectologista da Fiocruz (Fundação Oswaldo Cruz) Julio Croda comentou sobre o protesto dos empresários contra o fechamento dos estabelecimentos em MS. O médico, que é referência no estudo do coronavírus no Brasil, afirma que os comerciantes precisam de apoio durante o momento da pandemia, mas ressaltou que o momento é de cautela diante da falta de leitos para pacientes.

“Acredito que temos que negociar ações compensatórias para o setor como corte de impostos, financiamentos e pacote de apoio com compromisso de manter os empregos. Mas não acho ético e justo com a população nesse momento que falta leitos tanto no setor público e privado organizarem uma carreta contra as medidas restritivas”, comentou.

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